Teu verbo me feriu como quem sente o fio da faca
As cores de abril parecem vir bem mais opacas
Entre o cinza e o anil por pura indecisão
Púrpura enche o vazio de cores do coração
Quis passar verniz no pôr-do-sol
Fazer algum brilho realçar
No momento em que os defeitos se deixam de lado
Fomos acusados por não saber acusar
Os raios que atravessam as nuvens e se fincam nas copas das arvores
São meros desertores dos céus e se não conseguissem tocar o chão?
Seriam gelados como suas palavras
Roubariam minha essência, meu calor, meu paladar
E tudo mais o que me resta, se esse amor me pudesse curar
Me daria uma noite de sono tranqüilo
Ressuscitaria o cadáver de um vampiro
(minha simples homenagem a O Vampiro de Charles Baudelaire)
Nenhum comentário:
Postar um comentário