Vou andando por entre patas de elefantes
Olhando atentamente, esperando a vela acabar de queimar
Feito mãe que guarda a cria ao anoitecer
A manada me empurra e eu tenho que seguir
Meus desprazeres se esvaem
Como tortuosas gotas de cera quente
Que traçam um caminho demente
Para morrerem como estatuas soturnas
Petrificadas em forma de horror
Invado os rios e os serrados
Indolente entre calcanhares cinzentos
Refugio meu anseio, pois, tenho uma prece também
Minha alegria é meu medo, pois,
Eles não têm piedade de quem tem
Vejo meu rosto claro à luz da chama
Marcando os passos de sua epilética dança
Pupila dilata, ires muda a cor
O sol que se punha agora vem hesitante
Eu sou a falha unha do imutável elefante.
Bem forte e intenso!! Legal!!
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